Fazenda Pontal na Zero Hora

Publicada em: 15/01/2010

Estilo Próprio está na praia nesta semana. A proposta é apresentar aos leitores alternativas de passeios, programas, lugares para visitar e consumir que não incluam a beira da praia. Reclama-se tanto de falta de estrutura no nosso Litoral.  Pois EP pegou a estrada para procurar lugares novos ou ainda pouco conhecidos e o principal, perto das praias mais conhecidas.

Então é regra: veraneio a la gaúcho é sol, mar, areia, beira da praia.

Não é bem assim.

Apesar de as praias estarem lotadas, existir fila até para entrar na fila e o metro quadrado de areia aos finais de semana ser medida de luxo, um programa diferente ganha força. Em vez de mar, a pedida é lagoa; em vez de areia, o campo.

Os agroresorts ou pousadas rurais são fazendas, na sua maioria produtivas, que oferecem hospedagem e atrações àqueles que sonham viver o dia a dia do campo. De Osório a Torres, há pelo menos uma dezena de empreendimentos que seguem o conceito e a coluna foi conferir. É um programa alternativo, na medida para estes dias em que o tempo instável, por aqui, não anda para bronzeado.

A pousada rural mais pertinho do fervo, pouco menos de 15 minutos do centrão de Capão da Canoa, chama-se Fazenda do Pontal. Colada à Lagoa das Malvas, a Pontal une duas propostas que estão agradando no Litoral Norte. Primeiro, funciona como resort, com nove chalés – lotação máxima de 55 hospedes para os seus 48 hectares. O segundo uso é para quem quer um refresco da ferveção do veraneio: o visitante reserva por telefone, paga uma taxa e passa o dia brincando de peão. Tudo bem, pode ser de dono de estância para quem quer uma vida mais mansa. O acesso é pela ERS-407.

Entrar na propriedade é deixar a poluição visual das áreas urbanas das nossas praias e se encontrar com faisões, pavões, ovelhas e cavalos. Um pavão branco deu as boas-vindas à equipe com leque aberto. Na propriedade, há ainda plantação de mandioca, uma casa na árvore em que as barbas-de-pau sobre os galhos parecem efeito cenográfico e uma figueira centenária digna de lenda gaúcha e cuja raiz quase enlaça um dos chalés.

– Já recebemos até hóspedes franceses, eram observadores de pássaros – revelou Land Linhares, o comandante da área junto com a mulher, Fabiane.

Os tais observadores gostaram tanto da rusticidade que, em vez de dormirem no chalé equipado com churrasqueira e cozinha, se aventuraram na casa da árvore, com a brisa da lagoa.

– Brincamos que a atração por aqui são os frutos do ar e não do mar – diverte-se Fabiane.

O jogo de palavras é referência aos pratos que fizeram a fama da cozinheira: assados de faisão e pato. Fabiane conta que a melhor receita é faisão recheado com nozes ou ao molho de vinho. Mas antene-se:

– O faisão tem que cozinhar com cuidado, em fogo baixo e no alumínio, para que a carne não fique dura. E sempre regando com molho para manter a carne tenra – alerta.

Também com reservas é possível provar as iguarias. No repertório, escolha também o rangaço, à base de carne de cordeiro, queijo e purê de aipim – uma versão gaudéria do escondidinho.

A Pontal existe há 13 anos, quando foi comprada por Helena Pires como casa de fim de semana. De tanto os amigos pedirem para ficarem hospedados foi se transformando em hotel.

Land é um entusiasta da proposta, tem casa lotada mesmo sem propaganda, só na base da indicação. A maior parte da clientela é da Serra. Gente que chega com planos de ir pegar praia, mas acaba se atirando mesmo na lagoa. No Pontal, Land montou uma escola de vela, outra alternativa para quem quiser aproveitar o potencial da região com suas 37 ou 42 lagoas (há divergência nos números).

– As pessoas estão redescobrindo as lagoas e o veraneio na sua origem para descansar – empolga-se.

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